Um dia gostava de olhar para ti...e não sentir saudade.

Um dia gostava de olhar para trás...e dizer que estou melhor agora.

Um dia gostava de te olhar, e perceber que te sentes culpado.


Preciso de tudo isto para remar, e remar e remar...

São estas pequenas coisa que me vão dar a força, chegar lá...

Ao tal sítio dos príncipes de das princesas, onde tu dizias que eu vivia.


Afinal, talvez eu vivesse só e apenas numa casa simples, sem grande magia, sem grande história...mas por gostar tanto, nunca me apercebi do resto.

Vivia a sonhar com as histórias de encantar, e achava que era personagem de uma delas...

Até ao dia que me deste a conhecer a "nossa" casa, já gasta e sem brilho, já fria, e sem cor...


Foi aí que percebi que estava na hora de mudar de casa...

Se quisesses, vinhas comigo...

Não quises-te e eu respeitei...


Hoje, ainda estou em viagem, ainda não cheguei a essa nova casa...

Porque preferi uma viagem longa, mas vivida com intensidade,

do que uma viagem curta, que me arrancasse o sonho de ser Princesa.

Por isso, aqui estou apenas para te dizer, que ainda não cheguei...mas estou a caminho!


Se quiseres mudar o teu rumo, e remar noutra direcção...estarei lá, no tal sítio...à tua espera.!


Ontem estava numa tristeza esquisita...
Doía-me aqui, e aqui também! Sentia um aperto...uma saudade...

Precisava tanto de colo, mas não queria que me dessem colo..queria o teu colo e não o tinha!
Precisava do teu abraço...ou apenas de ter sentir presente...mas não estavas!


Estás longe, muito longe para perceberes esta realidade, para perceberes o que sinto!
Estás longe demais do meu mundo, para seres capaz de olhar nos meus olhos e veres tristeza,
Estás longe demais para agarrares a minha mão e sentires medo...
Estás longe e sei que estarás cada vez mais!


Devia sentir raiva, desprezo, e mágoa...mas não consigo...
O meu coração está dilatado demais , que permite, e aceita tanta coisa...mesmo quando me magoam...
Porque as dores que me provocas ainda não são mais fortes que as dores que tenho!

Olho para trás e vejo que já era assim, quando estavas comigo...
Que vivia de pequenos momentos felizes, porque nunca fui de cobrar ou exigir...
Vivia de sorrisos...
Vivia de abraços...
Vivia de colo...
Porque sou pequenina, sou uma menina frágil, numa armadura tão forte!


Hoje não estás aqui para me dar a mão...
Hoje tenho mãos que se querem prender na minha, mas das quais eu não sinto o toque...
São mãos que me agarram, mas que não me tocam...
São mãos sem força para me levantar!


Talvez um dia, me queiras dar a mão de novo!

Caí

00:53 | 0 Comments

Caí...
Vinha a andar devagarinho, num andar cheio de força e esperança...
Cada dia era melhor que o outro, e a minha capacidade de auto-controlo aumentada exponencialmente a cada minuto...
Tinha estratégias imbatíveis para caminhar...para correr...mas consegui deixar de andar para trás...
Mas hoje, mais que ontem, em mais uma das minhas caminhadas, caí...
Sem forças, e despedaçada...
Achava-me tão capaz que era quase um ser invencível!
Mas hoje não fui capaz...
O meu muro caiu...
A minha armadura quebrou em mil pedaços...

...e estou assim, numa dor estranha, num sentimento triste e sem designação.

Resta-me acreditar que amanhã vou ser capaz!

A vida e' una boy tu nao tens outra chance acorda a chance é una quando pensas que ela um dia volta eu vivo o intermedio entre o tédio e a revolta vendo passar a chance que nao muda nada a' nossa volta...

Dá-me uma chance, pra lá do meu alcance, lance novo dum povo novo um gatilho nervoso uma chance...pra ser diferente ou mudar tudo, comecar de novo acabar do zero anonimo noutro mundo .

O tempo nao para, repara perdeste tempo á espera que a chance te cante um amanha diferente Que a vida mude, que a morte espere um bocado a contar que a sorte, te transporte pra fora dum bairro

A inventar talentos forçar passatempos á espera que as noites levem dias cinzentos, A chance tarda e a esperança nunca é de otario mas semana apos semana vai estudando o calendario a vida nao espera, e a necessidade aperta com trabalho com descanso ou somente c'uma reza aposta numa chance duma nuance que seja, que nao me encontras numa esquina numa escola ou numa igreja o sonho comanda a vida e ilusoes, duma taluda, duma ajuda, um boletim de euromilhoes as situaçoes disperxao mas enquanto aguardas paras, o prexo do insuceso o dobro do que agora pagas. A vida é una boy tu nao tens outra chance acorda a chance é una quando pensas que ela um dia volta eu vivo o intermedio entre o tedio e a revolta vendo passar a chance que nao muda nada a nossa volta... De sol a sol vou contado luas tristes, sem ter a chance de chorar sem que tu visses tornei-me um lutador a dor já nao me comove, e tenho horizontes prontos para uma prova dos nove da-me uma chance pra te mostrar que ela nao existe, da-me uma chance pra te provar que tu nunca a viste... da-me um momento um minuto ou um segundo, da-me uma chance de poder mudar o mundo... da-me uma chance para começar tudo de novo, da-me uma chance para mudar a vida dum povo pra ser a sorte de quem tem azar a mais, pra ser a fuga pra reclusos sem condicionais da-me uma chance para ser a soluçao que queres, o coraçao que chora quando tu ja nao consegues pra ser a lagrima de esperança em rosto de pais abraxados a campas e filhos doentes terminais...

Da-me uma chance pra dar chance a todos, trocar respeito pelo 'odio que temos uns pelos outros pra ser abraxo de quem na solidao espera, pra ser perdao pra quem vive sem saber que erra ser o teu momento alto da felicidade trocar o beat por saude e força de vontade fazer a diferença sem presença só no verso, tornar real cada chance que eu te peço das-me essa chance? procuras-me essa chance brother? tu nao encontras porque a chance nao existe acorda a vida é una e é bom que a vivas agora, o mundo é uma forca e a espera so te traz a corda e's o momento, es o que tens, o que fizeste, tu es a chance porque e que esperas pela que nao tiveste esquece o amanha de qualquer forma nao pode ser, com uma chance que nao tens e nunca vais ter....

Se eu pudesse, roubava o tempo do mundo fazia cada momento durar mais do que um segundo e sussurrava, quanto tempo é só nosso Se pudesse fazia por ti, tudo o que não posso em cada olhar que fica, cada beijo que voa a cada palavra amiga que sozinha nos conta esta história tão leve, por mais breve que seja faz eterno um só momento por mais esquecido que esteja... Se eu pudesse, ser um pouco mais do que isto ser mais que uma palavra, uma melodia que capta o teu ouvido mais que um mito sem sentido musicalidade ou arte queria ser a certeza que assim deixei o corpo de parte a verdade a qual acenas ao longe, e quando te escondes por detrás desse sorriso, duvidas sem nomes não mas apontes, nem mas escondas agora deixa-me só tentar mostrar que as respostas não estão lá fora Se eu pudesse, dizer tudo o que eu quero puder ter tudo num verso, sem ter contudo um regresso tudo confesso, cada segredos que este meu silêncio impera e do meu braço peço o calor que o mundo me nega vive ao momento avaliando contigo, eu tou pronto faz-me sorrir como só tu sabes como dás a forma como a tua voz me acalma no escuro faz-me ver o nosso mal sem ti em tudo aquilo que eu procuro Se eu pudesse, secava as lágrimas que eu não sequei mudava as respostas que quando querias não dei eu sei que vales mais e é esse mais que ainda procuro não sei se o tenho mas mantenho esperanças no futuro Atento ao tempo e não me lembro de mudar por mim cinzento por dentro procuro mil e uma cores em ti encontro pisos incandescentes, de vez em quando és a policromia que me preenche sonhos a preto e branco...


Eu também tenho medo, mas se pudesse não o guardava em segredo tornava tudo tão óbvio, tão dócil e brilhante pa ser mais do que um amigo, um amante visitante o tempo sem promessas que constantemente faça presença que não sou quando já só queres um abraço certeza sem barreiras que tu precisas de ter ou a felicidade que te dou mas que não sei manter Se eu pudesse, ter-te encontrado mais cedo medo que não tenho eu tinha, garanto que valia quando penso na diferença que faz estar ou não estar contigo não vivo através de ti, mas aprendi a viver comigo cada opinião que trazes vale por mil sentenças quando estás dás força e não motivação apenas eu aposto que não reparas, que nem sabias que existe admiração até nas minhas atitudes frias Se eu pudesse, ser diferente e mudar por ti ser o que mereces e manter-me assim trocar a vida que tenho pela que desejas e não te encher de lágrimas quando me beijas ser o teu poeta, o momento que mais sentiste o teu mais que tudo, quando tudo o resto é triste Se eu pudesse, era tudo como preferes mas eu não posso ser tudo aquilo que queres.. Se eu pudesse, roubava o tempo do mundo fazia cada momento durar mais do que um segundo e sussurrava, quanto tempo é só nosso Se pudesse fazia por ti, tudo o que não posso em cada olhar que fica, cada beijo que voa a cada palavra amiga que sozinha nos conta esta história tão leve, por mais breve que seja faz eterno um só momento por mais esquecido que esteja...

Ora muito boa tarde...


Cá estamos passado quase um mês, de nenhuma vontade de escrever!


Vou fingir que tenho muitos seguidores, e tomar a atitude correcta de pedir imensas desculpas pela minha ausência, mas realmente tenho estado muito ocupada com o trabalho, uma vez que estou desempregada! ;)


Desculpas, muitas desculpas!



Porque é que hoje decidi escrever? sabem?

Não?! Eu também não sei...


Mas andava aqui a vadiar, a ver o mar, a andar pela chuva, e decidi abrigar-me num café histórico desta cidade...e acolher-me aqui, para organizar as ideias que o meu imaginário e o mar, em sintonia, me fizeram pensar!



As vezes são os sonhos em que acordamos a meio, que nos empurram para tomar uma decisão... outras vezes, é o título de um livro que vimos em cima da mesa do escritório...outras vezes são os conselhos de um amigo, que por muito que não queira falar muito, em meia dúzia de palavras nos faz ver as coisas do ângulo oposto...


é engraçado que são simples coisas que nos dão diferentes motivações para agir....


Ora, eu nem sei o que estou para aqui a escrever, mas enquanto pensava, lembrava-me dos pensamentos que tinha quando acordei, e os que tenho agora, depois de ver o mar, falar ao tlf, e apanhar chuva, que são bem diferentes daqueles que acreditava!


é estranho...mas eu sou assim!



Tenho horas em que sinto que tudo é simples...

Tenho outras em que acredito que este é o meu fim...

Tenho minutos de agonia...e outros de uma alegria assustadora...

Uns dias acordo eufórica, outros tenho medo de acordar!

Se eu não tivesse a certeza que não tenho problemas psíquicos,

assumia aqui a minha perturbação Bipolar, maníaco-depressiva, quase Esquizóide, e a roçar na Esquizofrenia...


Mas eu estou bem, não se assustem...são tolérias como diz a minha avó!


Atentamente


Esquizo
Pois é... O Menino da Lágrima... Muito se tem dito sobre a personagem que serviu de modelo a esta pintura que ocupa o terceiro lugar do ranking das representações mais frequentes nas paredes das casas de todo o mundo. O primeiro lugar, todos sabem, é a Última Ceia e o segundo são as manchas de humidade.
Afinal quem é o Menino da Lágrima? De onde é ele? Que idade tem? Porque chora? Está dentro da escolaridade obrigatória? Que raio é aquilo que traz vestido?
Vamos às respostas...
Primeira grande revelação... O Menino da Lágrima é português! É verdade! Rogério (assim se chama o menino da lágrima) nasceu a nasceu a 31 de Janeiro de 1945 em Valongo.
A sua mãe, Maria Eleutéria era aguadeira. A água que recolhia na Serra de Valongo era vendida nas casas nobres da cidade do Porto. Todos os dias Maria Eleutéria fazia vários quilómetros para ir buscar água à serra e para depois vender no Porto. A mãe de Rogério era viúva de Horácio Clemente.
Horácio Clemente, o pai de Rogério, trabalhava nas minas de Valongo quando foi vitimado por uma repentina derrocada. Os seus restos mortais nunca foram recuperados. O acidente aconteceu quando Rogério tinha apenas 2 anos de idade pelo que não guardou memórias do seu pai.
Este episódio viria a marcar toda a vida de Rogério pelos motivos que a seguir vos revelo. Amargurada pela angústia de uma viuvez na flor da idade Maria Eleutéria afogou as suas mágoas nos braços de um rico comerciante de peles da cidade do Porto. Este convenceu Maria Eleutéria a deixar o filho num lar para que fugissem para o Brasil. Maria Eleutéria assim o fez e nunca mais se soube do seu paradeiro.
Nesta altura tinha Rogério três anos e começaria em breve a verter as primeiras lágrimas. Pde. Manuel Aivoso, cónego responsável pelo lar de Santa Quitéria em Valongo cedo cuidou de se responsabilizar pelo petiz de olhos azuis e ar triste que quebra o coração.
Os anos foram passando e Rogério ocupou o lugar de protegido do Pde Manuel Aivoso. Este facto, como devem imaginar, promoveu a inveja e o ódio das outras crianças pois todas queriam poder sentar-se no colo desnudado do Pde Manuel naquelas noites de verão em que ele trocava rebuçados por beijinhos.
Estas trocas inocentes valeram algumas coças de inveja ao Rogério e também um grave problema de saúde: diabetes. O açúcar que Rogério ingeria incessantemente deixaria vestígios para o resto da sua vida.
O Pde Manuel foi um dia visitado por um pintor que lhe disse que gostaria de retratar uma das crianças que vira no coro da missa dominical. Essa criança era Rogério.
Corria o mês de Junho quando o pintor (será identificado com as iniciais J.M. para não revelar a sua identidade)visitou o lar. A pedido deste Rogério foi levado para o jardim para que pudesse ser retratado num cenário colorido e jovial. Acontece que Rogério era alérgico às gramíneas e passou toda a tarde a fungar e com a vistinha direita a chorar-lhe. A espera de J.M. por um sorriso na cara de Rogério deu lugar à impaciência e esta ao desespero. Como não queria perder o episódio desse dia da rádio-novela, J.M. decidiu não demorar mais tempo e pintar Rogério assim mesmo, com uma lágrima a correr-lhe da face. Assim nasceu um ícone da pintura do século XX!
Quando J.M. chegou a casa ligou a rádio mas não conseguia tirar os olhos do quadro que havia pintado. Aquela lágrima não condizia com o cenário alegre e colorido por trás do Menino assim J.M. tomou uma decisão drástica. Mudou a paisagem atrás de Rogério e acrescentou-lhe o vestuário pesado e triste que hoje todos conhecemos. Deve explicar-se que devido ao calor desse dia (e à insistência do Pde. Manuel) Rogério posara em tronco nu.
Não passaram muitas semanas até que J.M. visitou novamente o lar e o Pde. Manuel. Nesse espaço de tempo J.M. tinha exposto o quadro na mercearia do seu pai e fizera tal sucesso que recebeu 57 encomendas. J.M. deslocou-se ao lar para apresentar ao Pde. uma ideia que, na sua opinião traria fama e fortuna para si e para o lar. O Pde. Manuel não enjeitou a oportunidade e no fim-de-semana seguinte, no final das cerimónias de primeira comunhão, Rogério foi colocado numa bancada onde assinou todas as cópias que J.M. havia entretanto vendido. As pessoas pediam a Rogério que soltasse uma lágrima e, para que tal acontecesse, Pde. Manuel, sentado ao lado de Rogério, picava-o com uma pequena taxa por baixo da mesa.
Este episódio trouxe, de facto, fama para Rogério. Acontece que, como qualquer teenager pop-star Rogério não soube medir os seus actos e gerir a sua carreira e em breve seria muito frequente vê-lo a vaguear até bem tarde pela Baixa do Porto (segundo alguns testemunhos não era raro vê-lo pelas ruas lá prás dez da noite).
Rogério começou a frequentar lugares de fama duvidosa e a fazer-se acompanhar por ganapos mal intencionados. Antes que desse por ela já Rogério era um jovem nos seus vinte anos, agarrado ao LSD, ao sexo livre e à Cola Canadá Dry.
Os conhecimentos de um nobre portuense amigo do Pde Manuel levaram Rogério até Londres. O objectivo era recuperar Rogério para a sociedade mas a capital Inglesa não era o melhor lugar para tal...
Pouco tempo passou desde a chegada a Londres para que o rapaz se perdesse novamente. Em Londres, e em todo o Reino Unido, Rogério também era conhecido (Roger, The Tear Boy) e frequentemente assinava contratos com discotecas para chamar povo...
Os anos foram-se passando e Rogério era agora um trapo. A sua expressão mais triste do que nunca devia-se às saudades dos rebuçados do Pde. Manuel... E chorava.
Em meados dos anos 80, e aproveitando a viagem de um clube londrino à cidade do Porto, Rogério regressou ao seu país. Para sua tristeza o Pde. Manuel já havia falecido (na cadeia a cumprir pena por abuso de menores) e o pintor J.M. havia sido assassinado por uma seita à qual tinha aderido.
Rogério estava irreconhecível e por muito que insistisse com a as pessoas dizendo que era o Menino da Lágrima, ninguém lhe dava crédito. A sua vida parecia condenada ao fracasso e ao sofrimento mas Rogério tinha um último trunfo. Esperou pacientemente pela primavera e pela polinização das gramíneas e montou um cenário idêntico ao da pintura que o havia tornado célebre. No dia 21 de Maio de 1991 na Rotunda da Boavista, Rogério vestiu-se com sacos de serapilheira e sentou-se na frente do seu cenário. Em breve começou a sentir a alergia e as lágrimas de alegria misturaram-se com as provocadas pelo pólen.
Os minutos foram passando e a expectativa de finalmente ser reconhecido deu lugar ao desconsolo. Num ataque de fúria Rogério destruiu o cenário e fugiu para o Bairro da Sé à procura de um chuto... Nunca mais largou o vício.
Hoje em dia, se quiserem ver o Rogério é ir às redondezas do hospital de Santo António. O Rogério anda por lá a arrumar carros e a chorar...

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